Com ASCOM PN-DST/Aids
Uma das atividades que antecedem o VII Congresso Brasileiro de Prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids, em Florianópolis, o I Fórum de DST/Aids e Deficiências, que acontece das 8h00 às 13h00 de hoje, 25, se propõe a discutir o acesso das pessoas com deficiências a ações de prevenção e cuidado em relação às infecções sexualmente transmitidas, ao HIV e à aids.
A realidade da deficiência na epidemia de HIV e aids é real – hoje, segundo estimativas de instituições que trabalham a questão, uma média de 20% das pessoas com algum tipo de deficiência vivem com o vírus.
Segundo representantes da sociedade civil presentes ao evento, a inexistência de dados oficiais sobre o número de pessoas com deficiências que vivem com o HIV nem sobre o número de pessoas deficientizadas em função da aids e sobre seu acesso a serviços, bem como a falta de informações e materiais adequados, dificultam o atendimento.
Segundo a Carta de Porto Alegre, de junho de 2008, documento apresentado durante o fórum, é preciso ampliar as bases de dados sobre a interface entre HIV e deficiências, incluir o tema nas campanhas de prevenção e enfrentamento às DST e aids, elaborar campanhas específicas para pessoas com deficiência e incluir o tema deficiência em políticas transversais.
“A sociedade em geral tem uma certa dificuldade em admitir e compreender a sexualidade das pessoas com deficiência, o que dificulta o acesso a informações e serviços de prevenção adequados e acolhedores. É preciso acabar com isso”, explica o Representante Auxiliar do UNFPA, Elizeu Chaves.
“Para tanto, é importante a ampliação de espaços de discussão sobre a questão, a fim de que a sociedade possa se instrumentar de modo a atender da melhor maneira possível às necessidades das pessoas com deficiências”, conclui.
Por meio da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pelas Nações Unidas em dezembro de 2006, governos de todo o mundo vão se comprometer a tomar medidas para eliminar a discriminação contra pessoas com deficiência em assuntos relativos a relacionamentos, entre outras coisas.
Para Solane Carvalho, 45 anos, que veio do Rio de Janeiro especialmente para participar do I Fórum de DST/Aids e Deficiências, “a discussão do tema é extremamente importante e oportuna, uma vez que a transversalidade da deficiência precisa ser de fato considerada e traduzida, inclusive em políticas públicas de atenção à saúde desse segmento da população”.
Solane, que tem seqüela de poliomielite, acredita que “esse fórum põe em debate, essencialmente, a premência de tirar da invisibilidade a sexualidade da pessoa com deficiência, que é viva e dinâmica”.
Serviço:
VII Congresso Brasileiro de Prevenção às DST e aids
25 a 28 de junho, no Centro de Convenções CENTRO-SUL Florianópolis, Santa Catarina
Mais informações:
UNFPA- Fundo de População das Nações Unidas Etienne França – Assessora de Imprensa
Tel.: (61) 8179 0225/ (61) 3038 9259
E-mail: franca@unfpa.org
Site: www.unfpa.org.br
Programa Nacional de DST e Aids
Assessoria de Imprensa
Tel.: (61) 3448-8100 / 3448-8088
E-mail: imprensa@aids.gov.br
Site: www.aids.gov.br |