Ban Ki-moon, Secretário-Geral das Nações Unidas
Em 2008, o Dia Internacional da Paz assume um significado especial.
Este ano celebramos também o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Sabemos que os direitos humanos são essenciais para a paz. Contudo, no mundo inteiro, os direitos de muitos homens e mulheres continuam sendo violados – sobretudo durante e após conflitos armados. Assim, devemos assegurar que os direitos consagrados na Declaração sejam uma realidade viva, que sejam conhecidos, entendidos e gozados por todos, em toda a parte. Muitas vezes, são justamente os que mais precisam que seus direitos sejam protegidos que precisam também saber que a Declaração existe e existe para eles.
Ao mesmo tempo, estamos perante uma situação de emergência no que se refere ao desenvolvimento. Chegamos à metade do prazo previsto para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – uma visão comum, acordada pelos dirigentes de todos os países, para construir um mundo melhor no século XXI. O alcance destes objetivos também é essencial para a paz. No entanto, muitos países da África não estão no caminho certo para alcançar, até 2015, qualquer desses Objetivos. É por esta razão que, logo após este Dia Internacional da Paz, os governos, a sociedade civil e as empresas se reunirão na sede das Nações Unidas para organizar uma grande coligação e tentar recuperar o atraso na realização dos Objetivos.
Neste Dia Internacional da Paz, podemos unir-nos em torno de numerosos desafios. Para mobilizar os homens e as mulheres de todo o mundo, a Organização das Nações Unidas decidiu lançar uma campanha de mensagens. A minha mensagem é a seguinte: “Neste dia 21 de setembro, Dia Internacional da Paz, peço aos governantes e aos povos do mundo inteiro que unam forças contra a guerra, contra a pobreza e a fome e a favor de todos os direitos humanos para todos”.
Enviemos juntos, um apelo vibrante à paz que seja lido, ouvido e partilhado no mundo inteiro. |