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Líderes de vários países de língua
portuguesa reuniram-se num
evento
paralelo ao Encontro de Alto
Nível sobre HIV/AIDS, que aconteceu em
Nova Iorque entre 10 e 11 de junho,
para discutir
a promoção do compromisso com o
enfrentamento da feminização da
epidemia e a promoção da igualdade de
gênero nos países da
Comunidade
de Países de Língua Portuguesa
(CPLP).
O encontro
Mulheres
e
HIV – Mobilização dos países de língua
portuguesa para o acesso Universal
deve contribuir para a organização de
uma agenda de advocacy
que permita a implementação de ações
estratégicas nos países de língua
portuguesa. A agenda de
advocacy
deve priorizar autoridades
governamentais e parlamentares da
comunidade para que os compromissos
firmados nos marcos internacionais de
direitos das mulheres tornem-se
realidade.
Entre
os objetivos da mobilização, estão
incluir o tema “mulheres e HIV/aids”
na agenda política dos países de
língua portuguesa, contribuir para o
progresso da agenda das mulheres como
fator de promoção da cidadania,
igualdade de gênero e desenvolvimento,
além de contribuir para a construção
de um ambiente favorável para que os
países elaborem ou aprimorem seus
planos nacionais de enfrentamento à
epidemia entre mulheres. Outra meta da
mobilização é desenvolver e lançar
campanhas nacionais para o
enfrentamento da epidemia entre as
mulheres.
A iniciativa é um desdobramento da
Declaração do Rio de Janeiro, aprovada
em 25 de março
de 2008
ao final
da
Primeira
Reunião
Ministerial sobre Políticas para
Mulheres e HIV: Construindo Alianças
entre Países de Língua Portuguesa pelo
Acesso
Universal,
evento realizado no Brasil para
promover o fortalecimento técnico e
político de uma resposta coordenada
entre os países da CPLP para o
enfrentamento da epidemia de aids
entre mulheres.
O principal objetivo do encontro foi
criar um fórum no qual a comunidade de
língua portuguesa pudesse compartilhar
suas experiências e respostas em
relação à epidemia de HIV entre
mulheres em seus respectivos países, e
definir uma agenda de cooperação
horizontal comum, de modo a fortalecer
as respostas nacionais para lidar com
as questões de gênero e HIV/Aids. Os
temas debatidos e as recomendações
resultaram na Declaração do Rio de
Janeiro.
O documento afirma fortemente a
necessidade de se combater o impacto
da epidemia de HIV e aids entre
mulheres adultas, adolescentes e
meninas, e de se garantir e fortalecer
a participação das pessoas vivendo com
HIV e aids na construção de
respostas.
A Declaração do Rio propõe, ainda, o
estabelecimento de uma agenda de
cooperação horizontal que fortaleça as
respostas nacionais para combater a
feminização da epidemia de HIV
e
aids. Segundo o documento, isto será
alcançado por meio da formulação e
implementação de atividades de
cooperação horizontal com o objetivo
de garantir que os direitos das
mulheres sejam efetivados; da garantia
de acesso universal à prevenção,
atenção e tratamento, com prioridade
para as interfaces entre aids e
violência contra mulheres,
disponibilização de insumos de
prevenção e a redução das
desigualdades de gênero e da garantia
de compromisso e parceria efetiva com
os homens.
Os
signatários da Declaração incluem
Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné
Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé
e Príncipe e Timor Leste, com o apoio
de representantes da Secretaria
Executiva da CPLP, UNAIDS, UNFPA,
UNICEF e UNIFEM, além de
representantes de organizações da
sociedade civil que trabalham pelos
direitos das mulheres e representantes
de movimentos de mulheres que vivem
com HIV.
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