Uma programação marcada por painéis para a discussão de temas como HIV, aids e violência contra a mulher, além da presença de líderes religiosos e especialistas de todo o mundo devem marcar o “Fórum Global para o Fortalecimento de Parcerias com Organizações Baseadas na Fé”, que acontece entre os dias 20 e 21 de outubro em Istambul, Turquia. O fórum tem como objetivo discutir formas de solidificar e incrementar as parcerias entre grupos religiosos e o UNFPA.
O evento, que é o ponto alto de um ciclo de quatro importantes fóruns regionais sobre o tema, conta com a participação de duas brasileiras. Trata-se de Mãe Nalva, uma das principais articuladoras da Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde do estado do Pará, e a Ir. Maria do Carmo dos Santos Gonçalves, ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Mãe Nalva foi pioneira na formação de parcerias entre entidades religiosas e autoridades sub-nacionais e locais de saúde e é associada ao Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-brasileira, entre outras atividades. A Ir. Maria do Carmo dos Santos Gonçalves atua como Secretária Executiva do Setor Pastoral da Mobilidade Humana e como Secretária Executiva da Pastoral para os Brasileiros no Exterior (PBE).
As duas representantes brasileiras já haviam participado do fórum regional realizado na Argentina em setembro passado. Nesse e nos outros encontros regionais realizados entre 2007 e 2008, o UNFPA e Organizações Baseadas na Fé exploraram maneiras de alcançar os objetivos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (1994) e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (2000) com apoio de Organizações Baseadas na Fé. Os participantes compartilharam experiências e idéias sobre como a fé pode auxiliar, por exemplo, no enfrentamento de temas como a violência contra as mulheres, mortalidade materna, HIV, aids e migração, entre outros.
Entre as principais propostas do fórum em Istambul, estão: discutir o crescente envolvimento de Organização Baseadas na Fé em iniciativas em temas populacionais e de desenvolvimento e buscar consenso sobre formas e estratégias para o fortalecimento de parcerias. |