Com Assessorias
Numa iniciativa do ACNUR e da Ação Comunitária do Brasil, jovens brasileiros e angolanos encenarão peça teatral com mensagens preventivas e educativas na Vila do João, Complexo da Maré.
A agência da ONU para refugiados (ACNUR) e a organização não-governamental Ação Comunitária do Brasil/RJ (ACB) lançam amanhã (19), no Rio de Janeiro, a campanha “Maré de Saúde”, com o objetivo de conscientizar jovens e adultos moradores da Vila do João, no Complexo da Maré, sobre saúde sexual e reprodutiva e a importância da prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e do HIV/Aids.
A peça teatral “Prevenção é a solução” será o ponto inicial da campanha e acontece no contexto do “Zumbi Vive - Panorâmica Maré”, evento que celebra o Dia da Consciência Negra na Maré. A peça levará ao público mensagens preventivas e educativas e será encenada por jovens moradores da própria comunidade, incluindo brasileiros e angolanos migrantes e refugiados.
O projeto foi desenvolvido pelo ACNUR e pela ACB com o objetivo de fortalecer os vínculos entre a comunidade local, a população refugiada e as instituições locais de saúde numa região onde se concentra a maioria dos refugiados angolanos que vivem no Brasil. A peça teatral foi produzida pela Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA) e, posteriormente, será apresentada em sete escolas do Complexo da Maré.
Durante o evento de amanhã, serão distribuídos materiais informativos sobre o tema e exibidos vídeos educativos na sede da Ação Comunitária e no posto de saúde local, que serão transmitidos durante todo o mês de realização da campanha “Maré de Saúde”.
Ainda no dia 19, serão entregues mais de 4 mil preservativos masculinos ao posto de saúde da Vila do João, que foram doados pelo Programa Nacional DST/Aids, do Ministério da Saúde. Além da ABIA e do Programa Nacional de DST/Aids, o projeto conta também com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).
O Brasil possui atualmente uma população de aproximadamente 3,8 mil refugiados de mais de 70 diferentes nacionalidades. Os angolanos representam o maior grupo de refugiados no país, somando cerca de 1,7 mil pessoas, e a maioria delas mora no Rio de Janeiro e em São Paulo. Os refugiados angolanos chegaram no Brasil entre o fim da década de 1980 e começo de 1990 devido à guerra civil que atingia o país.
Mais informações:
ACNUR - (61) 3367-4187
Ação Comunitária do Brasil - (21) 2253-6443 |