Com Rodolfo Torres
Resgatar e valorizar o trabalho das parteiras no Brasil. Este é o objetivo da organização não governamental C.A.I.S. do Parto (Centro Ativo de Integração do Ser).
A entidade, sediada em Pernambuco, também dirige a Rede Nacional de Parteiras Tradicionais, que reúne sete mil parteiras e dá consultoria ao projeto, além de treinamento para formação dessas profissionais.
Para a presidente da ONG, Suely Carvalho, o papel das parteiras é de fundamental importância para a promoção da saúde. Ela ressalta a necessidade da aprovação de um projeto de lei que tramita no Congresso que regulamenta a profissão das parteiras.
Saiba mais sobre este projeto:
http://www.unfpa.org.br/Noticias/Arquivo/nws_parteiras.html
“Incluí-las no sistema de saúde pode ser de grande ajuda para o próprio estado, pois são pessoas que moram na comunidade, conhecem a realidade local. Conseguem chegar a lugares em que agentes de saúde não chegam. É injusto não receber pelo trabalho”, afirma Suely Carvalho no site da entidade.
Entre abril e maio deste ano, a ONG promoveu um encontro internacional de parteiras em Olinda (PE). Contando com mais de 200 parteiras, o tema principal do evento foi “Eu Acredito em Parteiras!”.
“Nosso objetivo é defender e promover os interesses da categoria no processo de organização a regulamentação profissional”, afirmou Suely Carvalho na ocasião.
Presente ao encontro, a deputada federal Janete Capiberibe (PSB-AP), autora de um projeto de lei que regulamenta a profissão de parteira, ressaltou a importância das parteiras para a diminuição da mortalidade nos partos.
Segundo a parlamentar, as parteiras “chegam aonde não chega nada”. “Aonde não chegam os médicos e os enfermeiros, aonde não chegam os técnicos ou auxiliares de enfermagem, as parteiras estão lá”, avalia.
“O desconhecimento das várias realidades brasileiras – que distanciam muitos da saúde pública -, a reserva de mercado profissional, o temor e o preconceito com o saber popular, a cientifização de todas as relações humanas criam resistência à aprovação do projeto, que está até hoje na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Enquanto isso, milhares de mulheres gestantes estão desassistidas”, lamentou a congressista durante o encontro de parteiras.
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