O UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas, realiza nesta sexta-feira, 11 de julho, em Brasília, um debate sobre a importância do planejamento familiar para o bem-estar de famílias, comunidades e nações, ressaltando a necessidade de maior integração desses serviços nos planos nacionais de desenvolvimento. O evento marca o Dia Mundial de População, cujo tema em 2008 é “Planejamento familiar: é um direito, vamos fazer disso uma realidade”.
Durante o debate, serão levantados os principais desafios para se tornar o direito ao planejamento familiar uma realidade para toda a população, com destaque para o fato de que, mesmo no Brasil, existe uma demanda não atendida em termos de contracepção.
Um dos pontos altos do debate deve ser a apresentação de análises inéditas de dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS-2006), lançada há poucos dias pelo Ministério da Saúde, sobre a diferença entre as taxas de fecundidade observada e desejada, ou seja, entre as intenções reprodutivas e a reprodução efetiva das pessoas, com recortes por região, gênero, cor e idade.
Estima-se que 200 milhões de mulheres em todo o mundo desejam adiar ou evitar a gestação, mas não estão utilizando o planejamento familiar. As razões variam. No Brasil, segundo dados da PNDS-2006, do total de nascimentos ocorridos nos últimos cinco anos, apenas 54% foram planejados para aquele momento. Entre os 46% restantes, 28% eram desejados para mais tarde e 18% não foram desejados.
O evento deve contar com a presença de pesquisadores que participaram da elaboração da PNDS-2006, como Suzana Cavenaghi, e que estudam questões populacionais, como Regina Barbosa (NEPO/UNICAMP) e George Martine (ABEP).
Representantes de governo também participarão do debate, incluindo Adson França, Thereza Lamare Netto e Ivo Britto (Ações Estratégicas, Saúde do Adolescente e PN-DST/Aids - Ministério da Saúde), Elizabeth Saar e Kátia Guimarães (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), Maria de Fátima Simas Malheiro (Ministério da Educação) e Maria José Pereira dos Santos (Comissão Intersetorial de Saúde da População Negra/CNS), além de autoridades municipais.
Outras instituições representadas no evento incluem Abrasco, CISMU, Rede Feminista de Saúde, RNP+ Jovem, Reprolatina, MAB, Grupo Curumim/Recife, Cidadãs Posithivas, Canto Jovem (Natal), Instituto Papai (Recife). |