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Integração marca encerramento do “Promovendo Direitos de Jovens” em 2012

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Por meio de canções de hip hop com letras próprias, versões de hits do pagode baiano, teatro, dança e percussão, os e as jovens participantes despediram-se da iniciativa neste ano 

Salvador - Ao longo de cinco meses em 2012, cerca de 300 jovens de escolas municipais, Comunidades de Atendimento Socioeducativos (Cases) e projetos sociais da capital baiana participaram do “Promovendo Direitos de Jovens: Cultura e Saúde Sexual e Reprodutiva em Salvador”, projeto idealizado pelo UNFPA, o Fundo de População das Nações Unidas e que neste ano passou a fazer parte da política de trabalho da Secretaria Municipal da Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Secult). As e os jovens trocaram experiências e adquiriram conhecimento sobre diversos temas voltados aos direitos humanos. Na sexta-feira (30/11) tiveram um momento de integração entre todos (as) participantes, durante o evento de encerramento da iniciativa.

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“Em 2012, por conta do bom resultado da experiência obtida no ano anterior, ampliamos o projeto e o incluímos como política pública da Secult. Começamos a ampliar também as parcerias, fundamentais para fortalecer as ações, avaliações e encaminhamentos. Continuamos com a participação da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac), órgão responsável pelos e pelas jovens das Cases, e tivemos a adesão da Fundação Cidade Mãe, que trabalha com jovens em cumprimento de medidas socioeducativas também, mas em meio aberto, e do ‘Projetos Inovadores para a Educação Básica - Piceb’, por meio do convênio do órgão municipal com a Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e a Ong Pierre Bourdieu”, destacou Cândida Queiroz, coordenadora pedagógica da Secult. 

Também aderiram à parceria o Ministério Público do Trabalho (MPT), por meio do Projeto Sinaleiras, com a participação de 140 jovens; e três unidades escolares da região do Cabula: Marisa Baqueiro Costa, Hildete Bahia e 22 de Abril, nos bairros Saramandaia, Pernambués e Tancredo Neves, respectivamente. “Já percebemos o resultado, como, por exemplo, na discussão mais apropriada sobre as relações de gênero e uma compreensão das meninas e dos meninos jovens sobre os direitos sexuais e reprodutivos de cada um”, destacou Cândida. As oficinas iniciaram em julho e contaram com o trabalho de quatro articuladoras e doze formadores (as). Também apoiaram a Aliança de Redução de Danos da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca). 

As articuladoras Denice Oliveira, Josenilda Santos, Luciana Reis e Manuela Barbosa contaram que a metodologia surgiu da construção coletiva com os/as jovens e para eles e elas, e que “essa é a grande diferença: entender que a juventude clama por oportunidades e que é capaz de muito”. “Uma semente foi lançada para que cada um possa construir sua vida segura, positiva, e consciente de direitos”. Edna Souza, subcoordenadora de apoio pedagógico da Secult, agradeceu a todas as pessoas envolvidas e ressaltou que deseja a continuidade e ampliação do projeto. “Que em 2013 continuemos nessa luta e mais jovens possam participar. Obrigada ao UNFPA que desde 2011 está conosco neste projeto e abraçou os demais parceiros”.

Fernanda Lopes, Representante Auxiliar do UNFPA, relembrou o lançamento desse ano e destaco que a agência trabalha “para que jovens e adolescentes alcancem o seu mais completo potencial”, o que justifica todos os esforços. “Esse evento é um pedacinho daquilo que a gente espera construir com vocês e para vocês. A nossa proposta é de contribuir em transformações de vida. As pessoas aqui presentes acreditam nos seus potenciais, assim como nós acreditamos que um presente e um futuro melhor também são possíveis”.

Voz da juventude “Eu sempre quis falar, nunca tive chance, tudo o que eu queria estava fora do meu alcance (...) Não cansado de tentar de novo. Passa a bola, eu jogo o jogo (...) Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério”. Esse trecho, parte da canção “Não é sério”, interpretada pela banda Charlie Brown Jr e a cantora Negra Li, foi a forma que as jovens estudantes da Escola Marisa Baqueiro Costa encontraram para expressar a dificuldade encontrada pela juventude da comunidade de Saramandaia, local onde moram, que tem cerca de 80 mil habitantes e geralmente é noticiada nos jornais com casos e situações de violência.

Por meio de canções de hip hop com letras próprias, versões de hits do pagode baiano, teatro, dança e percussão, os e as jovens mostraram como a arte é um grande aliado para tratar de temas considerados complexos por eles e elas. É o que acredita a jovem A.S., 15 anos, que cumpre medida socioeducativa em meio aberto na Fundação Cidade Mãe. A adolescente revelou que as oficinas foram importantes para que ela tivesse mais conhecimento sobre como se prevenir das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

Na finalização da atividade, Cândida Queiroz leu uma mensagem enviada por Enderson Araújo, jovem que participou da primeira edição do projeto, em 2009, na Comunidade de Sussuarana, e em conjunto com outras duas participantes, Liege Vegas e Ana Paula Almeida, fundou o “Mídia Periférica”, iniciativa que se propõe a apoiar organizações e movimentos sociais das comunidades baianas na promoção de atividades socioculturais.

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Confira trecho:
“Hoje é um dia muito especial tanto para o “Mídia Periférica”, quanto para o Promovendo Direito de Jovens, pois hoje se forma uma nova turma de jovens do projeto. Faço parte da primeira, que deu muito certo, e receberei um prêmio em uma universidade de São Paulo, para Jovens Empreendedores Sociais. Espero que essas mínimas palavras possam inspirar vocês a construírem seus futuros a partir do que aprenderam no Promovendo Direitos de Jovens, pois eu tenho orgulho em dizer: meu trabalho é fruto de um projeto social! E sou carinhosamente chamado ‘Promovendo’!”.

 

* Texto e fotos de Midiã Santana/ UNFPA Brasil

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