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Censos com coleta eletrônica contribuirão para o avanço da Agenda 2030 na África

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A produção de dados estatísticos fiáveis e de qualidade será fundamental para a identificação da realidade de cada país, e a elaboração de políticas públicas relacionadas com a Agenda 2030. Na segunda semana de capacitações em continente africano, especialistas do IBGE compartilham, no Senegal e em Cabo Verde, conhecimento detalhado sobre todas as etapas necessárias para a realização de censos utilizando a coleta eletrônica de dados.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), com os institutos de estatística do Senegal “Agence Nationale de la Statistique et de la Démographie – ANSD” e de Cabo Verde “Instituto Nacional de Estatística – INECV”.

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Cerimônica de abertura das capacitações em Cabo-Verde. Foto: Divulgação ABC

Enquanto no Senegal, os técnicos já se encontram na segunda semana de formações, o Instituto Nacional de Estatística de Cabo Verde (INECV) realizou esta manhã, no Palácio do Governo localizado na cidade de Praia, capital do país, a cerimônia de abertura das capacitações, ocasião que contou com a presença do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luis Felipe Tavares.

Além do chanceler cabo-verdiano, participaram da mesa de abertura Ulrika Richardson, Representante Residente das Nações Unidas em Cabo Verde; Osvaldo Borges, Presidente do INECV; Cynthia Damasceno, representante do IBGE e Ricardo Leal, Ministro-Conselheiro da Embaixada do Brasil em Cabo Verde. A cerimônia contou com a cobertura de comunicação da imprensa local.

A importância da coleta e o rápido acesso a dados estatísticos de qualidade foram destacados por todos como vantagens extremamente importantes na realização de censos com coleta eletrônica. Na medida em que agendas nacionais, regionais e internacionais, como a Agenda 2030 da ONU, requerem informações cada vez mais complexas e abrangentes, os censos eletrônicos tornam-se ferramentas importantes dos governos para a elaboração de planos de ação e políticas públicas mais assertivas e realistas.

Adicionalmente, a coleta eletrônica de dados contribui para o meio ambiente, pela não utilização de papel, como também novas formas de disseminação dos dados coletados e melhor acompanhamento da coleta.

O projeto de Cooperação Sul-Sul Trilateral "Centros de Referência em Censos com Coleta Eletrônica de Dados", contribuirá para aumentar o conhecimento dos institutos de estatística do Senegal e de Cabo Verde africanos, de modo que os mesmos se tornem Centros de Referência em coleta eletrônica de dados e possam compartilhar o conhecimento adquirido com outras nações do Continente.
No total, 24 técnicos cabo-verdianos estão participando das palestras ministradas pelos 11 especialistas IBGE que estão no país para atuarem no projeto. Cabo Verde, com o apoio do IBGE, foi o primeiro país africano a realizar a coleta de dados totalmente eletrônica, em 2013.
As atividades formativas serão realizadas de 20 de novembro a 1º de dezembro e, para além de um módulo introdutório sobre Cooperação Sul-Sul, abordarão: a) Formação de pessoal para censo com coleta eletrônica; b) Mapeamento censitário aplicado à coleta eletrônica; c) Infraestrutura tecnológica: metodologia para uso de coleta eletrônica de dados; d) Questionário eletrônico, acompanhamento e controle; e) Sensibilização da sociedade; e f) Disseminação de dados.

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Cerimônica de abertura das capacitações em Cabo-Verde. Foto: Divulgação ABC

Já neste primeiro dia, diversas perguntas foram colocadas pelos técnicos cabo-verdianos, e esclarecidas pelos seus homólogos do IBGE, demonstrando que as capacitações serão bastante proveitosas.

O projeto tem grande potencial para fortalecer as ações que já vêm acontecendo nos países africanos para o levantamento eletrônico de dados, e que serão utilizados no monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, na região, assim como das metas previstas na Agenda 2063 da União Africana, “A África que Queremos”.

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