O UNFPA inaugurou seu escritório em Brasília em 1985. Veio intensificar as relações com o Brasil, existentes desde 1973, por meio de cooperação na área de saúde reprodutiva. A cada quatro ou cinco anos, o UNFPA e o Governo brasileiro (Agência Brasileira de Cooperação – ABC, do Ministério das Relações Exteriores) elaboram juntos um programa de cooperação. Uma vez discutido e acertado, o programa orienta todas as atividades do Fundo e a aplicação dos recursos ao longo do período. Dessa forma, o UNFPA já cumpriu dois programas no Brasil, que vigoraram de 1992 a 1997 e de 1998 a 2001, respectivamente. O terceiro programa, que terminou em 2006 e, assim como os outros, foi executado em parceria com a ABC e com a participação de governos estaduais e municipais assim como da sociedade civil organizada.
O Brasil é um país que está consolidando sua transição demográfica. Desde a década de 1950, houve redução significativa nas taxas de mortalidade e fecundidade, resultado da melhoria do acesso e da qualidade dos serviços de saúde e educação; da acelerada expansão do uso de métodos contraceptivos; da transição urbana avançada, com mudanças nos padrões culturais; do grande aumento do número de mulheres no mercado de trabalho e do aumento da expectativa de vida, devido, principalmente, ao declínio das taxas de mortalidade infantil e na infância e à melhoria da situação nutricional.
O UNFPA classifica seus países-membros de acordo com as necessidades deles de obter recursos para o desenvolvimento. Dessa maneira, torna-se possível estabelecer prioridades e planejar melhor a alocação desses recursos. O UNFPA reconhece os avanços significativos na área social realizados pelo Brasil nas últimas décadas, tornando-se um país capaz de oferecer cooperação técnica em população e desenvolvimento, ao mesmo tempo em que não depende mais de tanta assistência financeira por parte do Fundo. Desde então, os esforços do UNFPA vêm sendo direcionados à aplicação, de maneira estratégica, dos recursos disponíveis – bem como aqueles a serem mobilizados – para a promoção da autonomia e sustentabilidade do país em questões de população, dentro dos objetivos estabelecidos com o Governo brasileiro e a sociedade civil.
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